IPL / AKDN
Lisboa, Portugal, 30 de janeiro de 2026 - A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, o Ismaili Imamat e as comunidades ismailis em Moçambique e em Portugal estão a mobilizar ajuda de urgência para as populações afetadas pelas graves cheias no norte de Moçambique.
Nos últimos dias, foram recolhidas em Portugal 20 toneladas de bens essenciais – incluindo alimentos, vestuário e outros artigos identificados pelas autoridades moçambicanas como urgentemente necessários.
Com o apoio da rede de voluntários da comunidade ismaili, estes bens foram organizados e embalados no Centro Ismaili de Lisboa e serão enviados para Moçambique através de uma operação conjunta dos governos de Portugal e de Moçambique.
Os bens recolhidos resultam de donativos de membros da comunidade ismaili e de instituições que uniram esforços para esta operação de ajuda.
Em Moçambique, a comunidade ismaili local também se mobilizou para preparar milhares de kits de higiene e alimentação. Está em curso um plano de distribuição para entregar a ajuda – tanto a proveniente de Portugal como a local – às regiões mais afetadas pelas cheias.
Segundo dados oficiais, as cheias já afetaram mais de 700 000 pessoas, provocando 130 mortos e mais de 300 000 desalojados.
NOTAS:
O Ismaili Imamat, uma entidade jurídica supranacional, refere-se à instituição ou cargo do líder espiritual da comunidade ismaili global, estabelecida em conformidade com o direito consuetudinário aplicável. Fundado em 632, é o atual cargo de Sua Alteza o Aga Khan V, que abrange uma história de quase 1 400 anos e 49 sucessões ininterruptas por linhagem hereditária direta.
A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) é uma iniciativa contemporânea para cumprir o mandato do Ismaili Imamat através da ação institucional para melhorar a qualidade de vida humana. Está presente em Moçambique desde 1998, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos através da Fundação Aga Khan, das Escolas Aga Khan e do Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico.
A Fundação Aga Khan (AKF) atua em Moçambique desde 2000. Implementa programas integrados, inovadores e sensíveis às questões de género nas áreas da agricultura e segurança alimentar; saúde e nutrição; emprego e empreendedorismo; resiliência climática; e sociedade civil. Os programas dão prioridade a populações vulneráveis, incluindo agricultores, empreendedores, diplomados desempregados, mulheres e crianças vulneráveis, deslocados internos, membros de organizações de desenvolvimento comunitário, e profissionais e agentes de saúde. Até 2024, a AKF tinha apoiado diretamente mais de 150 000 pessoas nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula e Maputo. Através das suas parcerias com o governo e a sociedade civil, tinha ainda alcançado mais de 360 000 e mais de 500 000 pessoas, respetivamente.