Tajikistan · 21 outubro 2019 · 2 Min
AKDN / Amin Virani / Dilafruz Khonikboyeva
“Muitas famílias como a minha têm pomares cheios de árvores de fruto nas Pamir. Estas árvores produzem mais fruta do que a que conseguimos consumir. As famílias secavam grande parte da fruta para consumo próprio, mas, devido à supersaturação do mercado, deixou de ser lucrativo vender nos mercados locais das Pamir. Fica incrivelmente caro o transporte para vender noutras partes do Tajiquistão. Devido a isso, todas as casas tinham fruta espalhada pelos pomares e sob a copa das árvores a apodrecer.
Depois da guerra, eu e a minha família vimos uma oportunidade nas barras de amora. Eu e o meu irmão começámos o negócio. O meu pai era advogado e tornou-se o nosso consultor. A minha mãe é professora e também nos apoiou. Decidimos fazer uma utilização sustentável e sem desperdício desta fruta em excesso. Desde 2009, temos levado a cabo um modelo de negócios fortalecedor e amigo do ambiente.
Começámos com dois empregados e 20 agricultores. Hoje, trabalhamos com mais de 2000 quintas, todas elas a produzir e a vender exclusivamente para nós. Até ao momento, tenho 24 empregados e 12 sabores de barras, incluindo frutas nativas do GBAO e de fora das Pamir. A minha base de operações e a minha fábrica continuam em Khorog, Badakhshan, onde dou formação e adquiro matéria-prima aos agricultores das aldeias da região.
Agora estou a expandir o negócio para os sumos, geleias e chás. Os sumos são uma colaboração com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento das Sociedades de Montanha (MSDSP), parte da Fundação Aga Khan (AKF).
De momento, são engarrafados em vidro, mas espero fazer a mudança para embalagens ecológicas ou plásticos recicláveis.”