Kamini Menon: comunicação pela mudança
India · · 3 Min
AKDN
Kamini Menon entrou para a Academia Aga Khan em Hiderabade em agosto de 2016 como especialista em comunicações, mas o seu compromisso com a sua visão educativa começou muito antes: como estudante do 5.º ano na escola primária Aga Khan em Campala, no Uganda.
Foi aí que descobriu o talento de ténis de mesa e atletismo, tornou-se delegada de turma e iniciou campanhas de limpeza para manter os edifícios sem lixo. “É interessante estabelecer paralelismos entre a experiência de infância e a Academia em Hiderabade, com ênfase na aprendizagem holística, oportunidades para aprender novos desportos e inculcar sensibilização sobre o ambiente nos estudantes”.
Kamini cresceu essencialmente no Quénia e no Uganda e concluiu o curso universitário de Jornalismo numa universidade americana em Nairobi. Enquanto estudava, adquiriu uma importante experiência profissional em vários locais, incluindo no departamento de RP do Serviço da Vida Selvagem do Quénia, uma empresa sul africana e um espaço recriativo designado “Village Market” (Mercado da Aldeia). Em seguida, concluiu um mestrado em Comunicação Internacional na Universidade Americana de Paris em França na especialidade de vídeo e comunicação para o setor do desenvolvimento. Desde então, Kamini trabalhou no Afeganistão, em Marrocos e na Índia para várias organizações sem fins lucrativos e desenvolveu um portefólio de competências, que inclui criação de conteúdo, fotografia, produção de vídeo, divulgação de marca, design, relações públicas, formação e comunicação estratégica.
Por que motivo se interessou pela Academia? “Eu sempre tive muito interesse pela filosofia e pelas agências de execução da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento e estou muito contente por ter encontrado uma maneira de concretizar essa ambição profissional. Pertencer à Academia faz-me lembrar os modelos de ensino transformativos que vivenciei quando era uma aluna mediana no Rishi Valley. Vejo muitas semelhanças em termos de objetivos e sinto-me à vontade por causa disso. Além disso, os alunos são encorajados a demonstrar os valores de pluralismo, ética, cidadania global e serviço e são muito importantes para mim como pessoa”.
Kamini entrou na Academia pela primeira vez como voluntária no primeiro festival de papagaios em 2016, quando estava de férias em Cabul onde trabalhava numa empresa em fase inicial de suportes educativos. “Uma vez que nunca tinha trabalho numa escola, foi desafiante e gratificante adaptar o meu conjunto de competências a um ambiente novo e dinâmico. As escolas são locais de trabalho estimulantes, porque são espaços de aprendizagem onde se passa tanta coisa num determinado período”.
Quando esteve na Academia, ela foi muito importante na criação de um clube de cinema internacional com sessões semanais para os alunos da residência e de um clube de jornalismo que se expandiu nos últimos seis meses para um grupo empenhado de cerca de 15 alunos. A possibilidade de interagir com alunos e contribuir para que desenvolvessem capacidades de escrita e elaboração de relatórios foi muito gratificante para ela. “A minha função engloba um vasto e entusiasmante espetro de responsabilidade. Trabalho em estreita parceria com a equipa de liderança sénior, bem como com o corpo docente e os alunos, e este elemento integrante de colaboração torna o trabalho muito mais enriquecedor”.