AKU
No espaço de uma semana, a Universidade Aga Khan (AKU) acolheu cerimónias de graduação no Uganda, na Tanzânia e no Quénia, integrando 375 médicos, enfermeiros, educadores e profissionais de comunicação recém-qualificados na força de trabalho do continente. A Princesa Zahra Aga Khan — recentemente empossada como Pró-Reitora da AKU — presidiu a cada uma das cerimónias.
A 7 de fevereiro, a Universidade assinalou um marco histórico com a primeira cerimónia de graduação no seu novo campus em Kampala, no Uganda. O local tinha sido oficialmente inaugurado poucos meses antes, em setembro de 2025, pelo Reito da AKU, Sua Alteza o Aga Khan, juntamente com o Presidente do Uganda, Yoweri Museveni. No dia da cerimónia, 108 licenciados — enfermeiros, professores, profissionais de comunicação e médicos — tornaram-se a primeira turma a receber os seus diplomas no local.
«Formar-me na AKU no Uganda é um sonho tornado realidade», afirmou a melhor aluna da turma, Sarah Naluyima, que obteve uma Licenciatura em Obstetrícia. «A orientação, a experiência prática e os valores que aqui adquirimos prepararam-nos para servir as nossas comunidades com competência, compaixão e integridade.»
O campus deverá crescer rapidamente. Um novo programa de licenciatura em enfermagem admitiu a sua primeira turma em setembro de 2025, estando planeado o alargamento da oferta formativa em jornalismo, comunicação e medicina. Mais importante ainda, o Centro Hospitalar Universitário Aga Khan em Kampala encontra-se atualmente em construção e deverá abrir em 2028, trazendo cuidados de qualidade internacional para o Uganda.
Três dias depois, 133 estudantes receberam os seus diplomas em Dar es Salaam, na Tanzânia. A ocasião teve um peso especial: assinalou a graduação da primeira turma de sempre da AKU na Tanzânia na Licenciatura em Obstetrícia, numa pós-graduação em Pediatria e Saúde Infantil e num Mestrado em Educação a tempo parcial.
«Atakae cha uvunguni sharti ainame,» afirmou a melhor alunaa da turma, Hellen Wimile, citando um provérbio suaíli que significa que é preciso ser humilde para alcançar algo de grande valor. «Estamos aqui porque fizemos sacrifícios, suportámos longas noites de estudo, dúvidas pessoais, duras horas de trabalho clínico, debates acesos e prazos de investigação.»
Os programas da AKU na Tanzânia foram especialmente concebidos para colmatar lacunas na força de trabalho nacional, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento do Setor da Educação 2030 do governo.
A semana terminou em Nairobi, no Quénia, a 14 de fevereiro, com a entrega de diplomas a 134 graduados em medicina, enfermagem, obstetrícia, jornalismo e liderança nos meios de comunicação social. A cerimónia acolheu igualmente o Príncipe Amyn Aga Khan no campus de Nairobi.
A mensagem da melhor aluna da turma queniana, Doreen Wainaina, para os seus colegas graduados, olhou para o futuro: «A verdadeira medida da oportunidade não é o que ela nos dá, mas sim o que escolhemos retribuir como resultado da mesma», afirmou.
Numa mensagem de vídeo dirigida aos graduados de todos os campi da AKU, Sua Alteza o Aga Khan instou a Turma de 2025 a tirar partido de ferramentas que vão desde a inteligência artificial à ciência climática ao serviço da humanidade.
«Quando educamos um indivíduo, não conferimos apenas um bem pessoal que nunca lhe poderá ser retirado; desencadeamos um poderoso efeito multiplicador que se estende às famílias e às comunidades», declarou.
No seu conjunto, as cerimónias refletem uma instituição com uma dinâmica considerável. A AKU garantiu mais de 100 milhões de dólares em financiamento para investigação só em 2025 e 27 dos seus docentes foram classificados entre os 2% de topo dos cientistas a nível mundial. No Quénia, cinco docentes detêm essa distinção, com alguns a liderar um dos maiores estudos sobre o envelhecimento na África Subsariana e a trabalhar em mais de duas dezenas de hospitais públicos para melhorar os cuidados neonatais.
O Presidente da AKU, Dr. Sulaiman Shahabuddin, que se dirigiu aos licenciados nos três países, deixou uma mensagem consistente de propósito: «[O] futuro não será moldado apenas por políticas e capital», afirmou. «Será moldado por profissionais como vocês — a Turma de 2025 — que personificam a integridade, a competência e a humildade no trabalho vital de servir o bem público.»
Em conjunto, as três cerimónias marcaram a entrada de 375 indivíduos nas suas carreiras e sublinharam a expansão contínua de uma universidade que se afirma cada vez mais como uma das principais instituições de saúde, educação e serviço público de África.