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Universidade Aga Khan homenageia licenciados na África Oriental numa época histórica de entrega de diplomas

Universidade Aga Khan homenageia licenciados na África Oriental numa época histórica de entrega de diplomas

Uganda · 20 fevereiro 2026 · 3 Min

Os licenciados da turma de 2025 da AKU celebram no campus de Nairobi.

AKU

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No espaço de uma semana, a Universidade Aga Khan (AKU) acolheu cerimónias de graduação no Uganda, na Tanzânia e no Quénia, integrando 375 médicos, enfermeiros, educadores e profissionais de comunicação recém-qualificados na força de trabalho do continente. A Princesa Zahra Aga Khan — recentemente empossada como Pró-Reitora da AKU — presidiu a cada uma das cerimónias.


A 7 de fevereiro, a Universidade assinalou um marco histórico com a primeira cerimónia de graduação no seu novo campus em Kampala, no Uganda. O local tinha sido oficialmente inaugurado poucos meses antes, em setembro de 2025, pelo Reito da AKU, Sua Alteza o Aga Khan, juntamente com o Presidente do Uganda, Yoweri Museveni. No dia da cerimónia, 108 licenciados — enfermeiros, professores, profissionais de comunicação e médicos — tornaram-se a primeira turma a receber os seus diplomas no local.


«Formar-me na AKU no Uganda é um sonho tornado realidade», afirmou a melhor aluna da turma, Sarah Naluyima, que obteve uma Licenciatura em Obstetrícia. «A orientação, a experiência prática e os valores que aqui adquirimos prepararam-nos para servir as nossas comunidades com competência, compaixão e integridade.»


O campus deverá crescer rapidamente. Um novo programa de licenciatura em enfermagem admitiu a sua primeira turma em setembro de 2025, estando planeado o alargamento da oferta formativa em jornalismo, comunicação e medicina. Mais importante ainda, o Centro Hospitalar Universitário Aga Khan em Kampala encontra-se atualmente em construção e deverá abrir em 2028, trazendo cuidados de qualidade internacional para o Uganda.


Três dias depois, 133 estudantes receberam os seus diplomas em Dar es Salaam, na Tanzânia. A ocasião teve um peso especial: assinalou a graduação da primeira turma de sempre da AKU na Tanzânia na Licenciatura em Obstetrícia, numa pós-graduação em Pediatria e Saúde Infantil e num Mestrado em Educação a tempo parcial.


«Atakae cha uvunguni sharti ainame,» afirmou a melhor alunaa da turma, Hellen Wimile, citando um provérbio suaíli que significa que é preciso ser humilde para alcançar algo de grande valor. «Estamos aqui porque fizemos sacrifícios, suportámos longas noites de estudo, dúvidas pessoais, duras horas de trabalho clínico, debates acesos e prazos de investigação.»


Os programas da AKU na Tanzânia foram especialmente concebidos para colmatar lacunas na força de trabalho nacional, em alinhamento com o Plano de Desenvolvimento do Setor da Educação 2030 do governo.


A semana terminou em Nairobi, no Quénia, a 14 de fevereiro, com a entrega de diplomas a 134 graduados em medicina, enfermagem, obstetrícia, jornalismo e liderança nos meios de comunicação social. A cerimónia acolheu igualmente o Príncipe Amyn Aga Khan no campus de Nairobi.


A mensagem da melhor aluna da turma queniana, Doreen Wainaina, para os seus colegas graduados, olhou para o futuro: «A verdadeira medida da oportunidade não é o que ela nos dá, mas sim o que escolhemos retribuir como resultado da mesma», afirmou.


Numa mensagem de vídeo dirigida aos graduados de todos os campi da AKU, Sua Alteza o Aga Khan instou a Turma de 2025 a tirar partido de ferramentas que vão desde a inteligência artificial à ciência climática ao serviço da humanidade.


«Quando educamos um indivíduo, não conferimos apenas um bem pessoal que nunca lhe poderá ser retirado; desencadeamos um poderoso efeito multiplicador que se estende às famílias e às comunidades», declarou.


No seu conjunto, as cerimónias refletem uma instituição com uma dinâmica considerável. A AKU garantiu mais de 100 milhões de dólares em financiamento para investigação só em 2025 e 27 dos seus docentes foram classificados entre os 2% de topo dos cientistas a nível mundial. No Quénia, cinco docentes detêm essa distinção, com alguns a liderar um dos maiores estudos sobre o envelhecimento na África Subsariana e a trabalhar em mais de duas dezenas de hospitais públicos para melhorar os cuidados neonatais.


O Presidente da AKU, Dr. Sulaiman Shahabuddin, que se dirigiu aos licenciados nos três países, deixou uma mensagem consistente de propósito: «[O] futuro não será moldado apenas por políticas e capital», afirmou. «Será moldado por profissionais como vocês — a Turma de 2025 — que personificam a integridade, a competência e a humildade no trabalho vital de servir o bem público.»


Em conjunto, as três cerimónias marcaram a entrada de 375 indivíduos nas suas carreiras e sublinharam a expansão contínua de uma universidade que se afirma cada vez mais como uma das principais instituições de saúde, educação e serviço público de África.


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Comunicado de ImprensaPrincesa Zahra Aga Khan

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