Artistas pioneiros de todo o mundo homenageados nos Prémios Aga Khan para a Música
AKDN / João Octávio Peixoto
Londres, Reino Unido, 24 de Novembro de 2025 – A indústria musical mundial reuniu-se no Southbank Centre no sábado para celebrar os 11 pioneiros vencedores dos Prémios Aga Khan para a Música 2025 (AKMA).
Os vencedores são oriundos de Marrocos, Barém, Turquia, Irão, Líbano, Índia, Mali, Palestina, Grécia, Paquistão e Senegal. Representam um vasto leque de heranças musicais e a sua evolução, tendo dado contributos excecionais para o bem-estar das comunidades. Em alguns casos, são os últimos mestres músicos das suas tradições.
Antes da cerimónia, o Príncipe Amyn Aga Khan atribuiu distinto Prémio do Patrono dos AKMA aos Irmãos Warsi e a Naseeruddin Saami, dois dos projetos musicais mais notáveis do Sul da Ásia. Ambos têm a sua herança no estimado poeta sufista do século XIII, Amir Khusrau.
Os restantes laureados de 2025 são:
- Mariam Bagayoko, do Mali, apelidada de “Rouxinol de Bélédougou”. Toca o n'goussounbala, um grande instrumento de percussão de madeira, e ensina-o a mulheres e raparigas mais jovens. Recebeu este ano o Prémio Especial de Carreira;
- O compositor Iraniano-Americano Sahba Aminikia, que dirige o Flying Carpet Festival, que leva música às crianças forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra no sudeste da Turquia;
- A intérprete de oud Palestiniana, Kamilya Jubran, que construiu uma carreira que ultrapassa os limites da música Árabe através de colaborações com artistas europeus;
- A Qalali Folk Band, do Barém, que toca junta há mais de um século e mantém viva a música tradicional da herança do mergulho em busca de pérolas do país;
- O músico Grego Kyriakos Kalaitzidis, que mostra a ligação entre as tradições musicais Islâmicas e Europeias;
- Hamid El Kasri, de Marrocos, um mestre do Gnawa que já atuou com artistas de jazz internacionais incluindo Snarky Puppy;
- Derya Türkan, da Turquia, que mistura música clássica turca com influências de jazz;
- A artista musical do Senegal, Senny Camara, uma das poucas mulheres que tocam a kora - um instrumento de 21 cordas normalmente tocado por homens - que usa a sua música para falar sobre igualdade de género e questões ambientais; e
- A artista Libanesa Farah Kaddour, que toca buzuq, um alaúde de pescoço comprido, enquanto trabalha com comunidades deslocadas por conflitos.
O Príncipe Aly Muhammad Aga Khan proferiu um discurso de abertura no qual falou da qualidade unificadora da música.
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Da esquerda para a direita: artistas Farah Kaddour, Senny Camara e Kamilya Jubran.
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Uma audiência esgotada no Queen Elizabeth Hall desfruta da cerimónia de entrega dos Prémios Aga Khan para a Música 2025.
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“A música é um dos poucos espaços onde a diferença não nos divide - permite-nos a todos partilhar emoções sem tradução. E é isso que estes Prémios representam,” disse o Príncipe Aly Muhammad no seu discurso de abertura. Leia o discurso
Os laureados, selecionados por um júri independente de sete membros a partir de um conjunto de mais de 400 nomeados, partilham um prémio de 500 000 dólares. A cerimónia de entrega dos prémios foi o ponto alto de um festival de quatro dias que celebrou a música do Grande Oriente, marcando a primeira vez que os Prémios Aga Khan para a Música tiveram lugar no Reino Unido.
Para informações sobre os media, contactar:
Orla Noble, Premier Comms – [email protected] / +44 7808 282795
Susie Gray, Premier Comms – [email protected] / +44 7834 073795
NOTAS
Leia mais sobre os Prémios Aga Khan para a Música, o Programa Aga Khan para a Música e a Rede de Desenvolvimento Aga Khan.